Inauguração

Estou inaugurando meu blog. Considerando que, nascido em novembro de 1936, e com uma trajetória de vida cruzando sete décadas, devo ter munição suficiente para estabelecer comparações  entre cada uma delas e o momento atual. Este é o meu propósito: Escrever crônicas,  com pontos de vista de um senhor aposentado com tempo livre, acerca de pessoas, locais e acontecimentos atualmente observados e  registrados. Tais relatos as vezes em confronto com minhas lembranças de pessoas, locais e acontecimentos ocorridos nos anos 40, 50, 60, 70, 80 ou 90… haja memória!

Não vou querer ser engraçado, dramático, trágico ou muito espirituoso e, quanto minha veia literária, está propensa a obstruções tais quais as que vêm atingindo os vasos sanguíneos deste septuagenário. (putz! SEPTUAGENÁRIO é pra acabar!).

Vamos a um exemplo prático:

Estou aqui à frente de um computador com processador AMD Athlon x2 4000, memória 1GB DDR2 e HD 160 SATA. O monitor de 19“ é um Sansung LCD Wide Screen, equipado com uma placa de captura de TV. (segundo meus filhos, um computadorzinho de merda). Um pacote de serviços municia a mim e a toda esta parafernália com:  Banda Larga, telefone (VOIP) e TV por assinatura.

Isto é um acontecimento atual.

No início da década de setenta, quando comecei dando aulas de processamento de dados, com meu compadre e amigo Gilson Ney de Assis, em Curitiba, num espaço obtido na Associação Comercial (Rua XV com Pres. Faria), não havia computadores, teclados e monitores nem para nós e muito menos para os alunos.

Eles (os alunos) eram orientados a escrever, em formulários quadriculados, tipo planilhas, com 25 linhas e 80 colunas, instruções ao computador remoto.

25 linhas por 80 colunas seria a “resolução” do “monitor” que estaria à frente do operador do computador “remoto”. (a cerca de 1200 metros dali no Bureau de processamento da IBM na Rua Saldanha Marinho).

No mesmo bureau, alunas de “digitação” da IBM, transformavam as instruções contidas no formulário em cartões perfurados, numa engenhosa máquina que permitia que, através de um teclado, cada uma das linhas do formulário se transformasse em um cartão com até oitenta caracteres gerados por combinações binárias. Assim, se o programa codificado pelo aluno, contivesse 40 linhas de instruções (em duas folhas), 40 cartões seriam gerados e encaminhados ao operador que os colocaria numa leitora para que o computador pudesse capturar os dados.

Observação: A memória do computador para processamento era de 48 KB, ou seja, não era memória e sim uma vaga lembrança!.

Na aula seguinte saberíamos todos, alunos e professor, se havia erros de codificação e quais eram tais erros.

Mal posso acreditar! 

 

È só por hoje.  

     

Esse post foi publicado em CRÕNICAS DE UM IDOSO, Crônicas de um 71. Bookmark o link permanente.

Uma resposta para Inauguração

  1. Pedro disse:

    Esse é o início de um começo que perpetuará as idéias e pensamentos de um homem que fez muito pela sua família e pelo mundo… aguardo ansioso os próximos!!! A propósito, este texto mostra que o Homem tem inteligência pra evoluir tão rápido, agora, terá sabedoria pra usar tanta informação?

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