CRÕNICAS DE UM IDOSO

 

Aqui neste espaço, andei publicando crônicas, no decorrer do ano de 2008 findo. Subordinei-os à categoria “Crônicas de um sete um” jogo de palavras de humor duvidoso, buscando relacionar minha idade (na época) ao artigo do código penal (171) que trata basicamente do indivíduo mau caráter. A intenção era a de imprimir um tom jocoso, quase irresponsável, às matérias publicadas. Bem, estou disposto a mudar o tom e o rumo da prosa. Estou rotulando uma nova categoria para minhas publicações.

 

Em “CRÔNICAS DE UM IDOSO”, pretendo externar, com um pouco mais de seriedade, a nova visão que venho observando na figura e posição, na sociedade, do indivíduo (homem ou mulher) que alcança idades consideradas mais avançadas. É possível que algum leitor mais jovem possa não se interessar pelo tema. Devo, então, preveni-los pelo óbvio: vocês vão envelhecer muito mais rápido do que imaginam e eu gostaria que pudessem ter algumas dessas informações que fizeram falta no meu  processo de construção e manutenção de projetos para o este futuro que agora experimento.

 

Alguns dos termos que vou utilizar são novos para mim e, posso acreditar que grande parte de meus leitores são passíveis de desconhecê-los e a seus significados. Por isso lá vai um glossário sinótico para que possamos nos entender melhor:

 

Gerontologia – S. f. Med.  Ciência que estuda os problemas do velho sob todos os seus aspectos: biológico, clínico, histórico, econômico e social.

Geriatria – S. f. Med.  Parte da gerontologia que se ocupa do diagnóstico e do tratamento das doenças dos velhos. (essa nós conhecíamos mas,  não com essa subordinação).    

ILPI – Sigla representativa de Instituição de Longa Permanência de Idosos, que até bem pouco tempo era conhecida como Asilo de Velhos.

TO – Terapia ocupacional.  Psiq. 

Aquela em que se procura desenvolver e aproveitar o interesse do paciente por um determinado trabalho ou ocupação; terapêutica ocupacional, laborterapia, ergoterapia.

 

Os verbetes acima e suas definições foram extraídas do Dicionário Aurélio. Eu os selecionei por estarem diretamente relacionados com as abordagens que estarei fazendo do fato presente de que: a) estou morador de uma ILPI; b) profundamente interessado em tudo que concerne aos estudos da gerontologia e c) com uma vontade, cada vez maior, de praticar o sonho da oportunidade de ser útil e disseminar esta mesma oportunidade a outros seres idosos como eu.

 

Um artigo publicado recentemente na Internet,  mereceu minha atenção e ofereceu estribo para melhor montar no propósito das crônicas que vou iniciar a produzir. Composto e firmado pelo colunista, Friedmann Wendpap do jornal Gazeta do Povo e publicada no  5 de janeiro último, a matéria foi denominada GERONTOMAGIA. Para ver clique aqui.

 

A questão é que todos os estudos publicados apontam para a irreversibilidade de uma superpopulação de indivíduos idosos no planeta. Aqui no Brasil, onde os privilégios do direito de ir e vir (e entrar nas filas) dessa população é notória, podemos assistir idosos ocupando 60 a 70% dos lugares em transportes coletivos nas horas fora de “rush”; lotando calçadas e passeios públicos e figurando em monumentais filas prioritárias de estabelecimentos bancários ou instituições governamentais.

 

Porém, só vão para as ILPIs aqueles que realmente não conseguem se evadir da “ameaça” de ser um interno em asilo. Imagem tétrica, símbolo de abandono pela sociedade e família. Sociopatas, indigentes e vítimas de acidentes clínicos que lhes subtraem movimentos e obliteram os sentidos da visão, audição ou embota-lhes a capacidade de comunicação oral, formam maioria absoluta nestas instituições.

 

Estudos e interesses sociais e, por que não comerciais, difundem a criação de núcleos de atendimento alternativo para os “menos carentes de recursos patrimoniais”. Com o nome de Centro-Dia Geriátrico, podem ser encontrados na Internet um razoável número de instalações, algumas com resquícios de serviço padrão “resorts de hotelaria”. Mas, isto será assunto para uma das próximas crônicas. Ainda falarei do resumo histórico da minha formação cultural e profissional; da minha incorporação,  presença e experiências em uma ILPI e, quem sabe, trarei sugestões para futuros projetos relacionados à classe dos “indivíduos com tempo livre”.

 

Afinal estou me propondo, a produzir…

 

CRÔNICAS DE UM IDOSO         

 

 

Esse post foi publicado em CRÕNICAS DE UM IDOSO. Bookmark o link permanente.

2 respostas para CRÕNICAS DE UM IDOSO

  1. FERNANDA WINIARSKI disse:

    MARAVILHOSO!
    FOI UM PRAZER CONHECÊ-LO E PASSEAR COM O SENHOR PELO NOSSO CAMPUS!
    ABS.
    FERNANDA WINIARSKI- UNIBRASIL.

    • Gratificante foi para este cidadão já tão vivido, desfilar ao lado de jovens e promissores estudantes da enfermagem, curso símbolo da doação de seres para com seus semelhantes.
      Bela escolha, querida Fernanda!!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s