INCLUSÃO DIGITAL

 

Está no Google e Wikipédia: “Denomina-se computador uma máquina capaz de variados tipos de tratamento automático de informações ou processamento de dados. Exemplos de computadores incluem o ábaco, a calculadora, o computador analógico e o computador digital. Um computador pode prover-se de inúmeros atributos, dentre eles armazenamento de dados, processamento de dados, cálculo em grande escala, desenho industrial, tratamento de imagens gráficas, realidade virtual, entretenimento e cultura.”

Maquininha poderosa. Fui apresentado a ela em 1968 quando  aprendi o suficiente de como programá-la ao ponto de, no ano seguinte, dar aulas de processamento de dados, com meu compadre e amigo Gilson Ney de Assis, em Curitiba, num espaço obtido na Associação Comercial (Rua XV com Pres. Farias), não havia computadores, teclados e monitores nem para nós e muito menos para os alunos. O fato está descrito em minha primeira crônica “inauguração” publicada em junho/2007.

A maioria esmagadora de profissionais, dos diversos campos de atuação, obtém um título ou marca de conhecimento, começa a praticar a atividade e não mais se preocupa em tornar atuais as fórmulas até ali adquiridas. E lutam contra qualquer nova proposta que modifique aquele mundinho no qual se alicerça. Todo novo rumo proposto reveste-se de ameaças às posições adquiridas, emprego, salário, poder, etc…

 

O computador, ao contrário, é insaciável. Quer sempre mais e, então, usa os recursos de que dispõe para restabelecer avanços (computadores são usados para projetar e produzir outros programas e máquinas novas e mais potentes). O resultado crescente é avassalador. Nos 38 anos decorridos desde a minha “apresentação” o sujeitinho evoluiu aos meus olhos e mente numa progressão geométrica e hoje aqui está servindo de contexto até para medidas governamentais que o elege como peça fundamental na educação de nossos jovens. A inclusão digital tornou-se assunto do momento… a bola da vez (isto para quem conhece o jogo de snooker).

 

E o idoso? Será que estaria fora dessa onda? Como seria feita sua inclusão e, para quê? Pois é, na minha crônica anterior, O PODER LÚDICO, tenho resposta para a última da série de perguntas que acabei de formular e, conseqüentemente (não devia usar o trema), para todas as demais. Note-se que na descrição obtida e descrita no início deste artigo foi mencionado “entretenimento”.

 

Se colocarmos um idoso, da forma em que foi descrita 90% da população de uma ILPI como a nossa, na frente de um moderno equipamento e pedir que ele desenhe uma árvore ou qualquer coisa usando o mouse, como fazemos com crianças, estaremos infantilizando o coitado que, com as dificuldades que porta, se sentirá um imbecil por não conseguir realizar tarefa aparentemente tão simples… e desistirá facilmente de qualquer nova tentativa e aproximação do maquiavélico engenho.

 

Do contrário, se for atraído por um daqueles joguinhos tão seus conhecidos e descobrir que basta apontar o mouse para qualquer área da superfície da peça de dominó, quadro do tabuleiro ou carta de baralho e apenas clicar, que o mecanismo irá produzir todo o resto do movimento requerido pelo jogo e, melhor, já irá contabilizando os pontos ou avanços obtidos pelo jogador, aí sim o usuário crescerá e se sentirá incentivado a prosseguir naquele dia e em outros a repetir a prática.

 

Imagine que, depois de conseguir toda esta intimidade, o idoso vai perceber que, orientado por outros pares seus, mais adiantados e treinados, poderá ser conduzido, via Internet, para objetos e personagens do seu passado; objetos e personagens do seu presente, mas que se encontram à distância e até conseguir se defrontar com informações sobre os desconfortos que lhe afligem, navegando por sites destinados à explanação, de forma simplificada, das últimas novidades acerca de idosos como ele próprio.

 

Depende de cada um de nós, profissionais da informática com tempo livre e conhecimento de causa; dos profissionais terapeutas de mente arejada; das equipes de gerência e direção das ILPIs e, principalmente dos legisladores porque afinal todos, em determinado momento, envelhecerão e sentirão necessidade de ter seu nome inscrito, como idoso, também, na…

 

INCLUSÃO DIGITAL  

 

 

    

 

 

 

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