ESTAR FELIZ…

Hoje é domingo, dois de dezembro de 2012…

… um bom dia para eu ESTAR FELIZ.  As principais razões para esta minha afirmação foram expostas no meu post anterior,  FELIZ ANIVERSÁRIO.  Não estou me sentindo sozinho. Cercado  pela centena de companheiros contemporâneos, moradores  como eu deste Lar de Idosos, venho experimentando a oportunidade de sentir o tamanho da importância de existir…  de estar vivo… outro bom motivo para ESTAR FELIZ.

A maioria dos meus leitores mais jovens, deverá pensar em algo do tipo: “Corôa pretensioso, vai dizer que nunca teve vontade de dar uns berros enfezados ou de derrubar algumas lágrimas por algumas invertidas da vida? “. Tal comentário não seria pertinente ao que relatei no primeiro parágrafo. Eu não disse que sou feliz e sim que estou feliz  nestes  momentos  atuais.

Pelo menos cerca de um terço desta nossa população aqui,  é  chamado dependentes, uma vez  que limitações físicas ou  mentais os  levam a alimentar-se, locomover-se,  satisfazer necessidades fisiológicas ou banharem-se,  somente com auxílio de outrem.  Um segundo grupo tão numeroso quanto o primeiro, é denominado semi-dependentes, pois contam parcialmente com a ajuda  complementar  aos seus próprios esforços.

Nós, o grupo restante chamado independentes,  somos capazes  —  sob orientação,  assistência, supervisão e acompanhamento da Gerência da Casa e Equipe de Terapeutas – de administrar nossas comorbidades  de maneira própria e consciente. Em todos os grupos vamos encontrar  indivíduos  constantemente  inconformados com a debilidade própria da idade já meio avançada. É o que nosso Supervisor Técnico – gerontólogo e geriatra Dr.  José Mário Tupiná  Machado – rotula como praticantes da velhice doentia. Raramente tais pessoas passam-nos a ideia do ESTAR FELIZ.

Poucos, lamentavelmente bem poucos, vivem constantemente à cata de razões e motivos para ESTAR FELIZ em inúmeros momentos desta nossa convivência.  Embora em número reduzido são encontrados nos três grupos mencionados . Exemplo disso pude relatar e retratar no post  1979 e 1980 publicado em 21 de novembro p.p.,  onde Mauro e João Paulino, do grupo dependentes, tornam  aparentes essa busca.

E aí fora, gente?  A proporção  entre pessoas que desejam continuamente ESTAR FELIZ e as outras que perseguem desesperadamente o objetivo de SER FELIZ o tempo todo, não é por acaso semelhante ao que ocorre dentro desses nosso muros?  Se considerarmos que ser feliz o tempo todo é humanamente impossível na sociedade em que vimos  orbitando nessas últimas décadas, iremos ver que “o bicho pega” para a maioria dos atores sociais que somos todos nós.

Peguei no Youtube um vídeo entrevista de um Filósofo e palestrante.  O nome dele é Mário Sérgio Cortella e eu, que já me tornei apreciador e seguidor do seu trabalho,  resolvi trazê-lo até vocês. Enjoy!!!

Assistam, reflitam e entendam agora porque tenho conseguido garimpar motivos para…

… ESTAR FELIZ

CORTELLA EM EU MAIOR

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Uma resposta para ESTAR FELIZ…

  1. Pedro Monçores disse:

    Como conversamos hoje depois do almoço, se pensar bem e, principalmente continuarmos sendo bons observadores do que a vida nos mostra, não temos motivos para não estarmos felizes… até porque é um sentimento contagioso!!!!

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