SANGUE-BOM…

Domingo, 14 de abril de 2013. Nessa data há 31 anos (1982) a Inglaterra enviou tropas às Malvinas e venceu a disputa contra a Argentina. Está bem. E daí?  Aonde o autor está querendo chegar? O cara está ficando doido?   Não é bem isso senhores. O episódio denominado GUERRA DAS MALVINAS me levou a uma reflexão (eu ando tão reflexivo, ultimamente!!!) quanto a outros que nos envolvem e incomodam atrás dos cortinados da nossa política.

Vamos àqueles acontecimentos: Foi um conflito bem rápido entre Grã-Bretanha e Argentina, que quebraram o pau no começo dos anos 80 pelo controle de um pequeno arquipélago no Atlântico Sul, as ilhas Malvinas – conhecidas em inglês como Falklands. A Grã-Bretanha ocupa e administra as ilhas desde 1883, mas nossos hermanitos, cujo litoral fica só a 480 quilômetros do lugar, nunca aceitaram esse domínio. Aproveitando essa briga histórica, o ditador argentino Leopoldo Galtieri lançou uma invasão às ilhas em 1982. No dia 2 de abril daquele ano, as tropas argentinas tomaram a capital das Malvinas, Stanley. A invasão tinha razões políticas: como as coisas não iam bem dentro das fronteiras de nossos vizinhos – os ditadores eram acusados de má administração e de abuso dos direitos humanos -, o general Galtieri ocupou as Malvinas esperando unir a nação em um frenesi patriótico e, de quebra, limpar a barra do governo militar.

Mas ele não contava que a Grã-Bretanha reagisse prontamente à invasão, enviando às Malvinas uma força-tarefa com 28 mil combatentes – quase três vezes o tamanho da tropa rival. Os britânicos bateram os argentinos em pouco mais de dois meses. Aos nossos vizinhos, restou voltar para casa e resolver os problemas internos. Com o fiasco nas Malvinas, o regime militar argentino afundou e foi substituído por um governo civil. Do outro lado do Atlântico, a primeira-ministra britânica Margaret Thacher aproveitou os louros da reconquista para conduzir seu Partido Conservador à vitória nas eleições daquele ano.

Malvinas

Pois é, não é gente? Aí nós nos deparamos com as coisas que não vão muito bem com os poderes executivo e legislativo, aqui da terrinha, frente a ações frenéticas de um judiciário perscrutador e severo, revelando, julgando e acionando atos bem pouco ortodoxos (desonestíssimos mesmo) de representantes e governantes deste povinho SANGUE-BOM.

Então é enviada ao conhecimento da opinião pública qual força-tarefa uma Proposta de Emenda á Constituição (PEC 37/2011) que tira do Ministério Público o poder de conduzir investigações criminais. Meus amigos, só as matérias jornalísticas, discussões, debates e atos públicos produzidos por essa estratégia já conseguiram abafar a quase totalidade das “sujeiras” até aqui denunciadas e até julgadas.

Quem será(ão) o(s) beneficiado(s) desta vez? Provavelmente não será ainda o povo…

SANGUE- BOM

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Uma resposta para SANGUE-BOM…

  1. Continua aqui como seu expectador! abraço Ferrari.

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