APROPRIAÇÃO INDÉBITA…

Chegamos ao primeiro dia de setembro de 2013, domingo e, como tal, se afigura em dia de meu compromisso de postar uma crônica neste blog. Há exatos 74 anos esta mesma data pontificou o início de um dantesco episódio histórico.  A segunda guerra mundial.  Em 1 de setembro de 1939 as forças amadas alemães deram início a invasão à Polônia, também conhecida como Operação Fall Weiss, marcando o princípio do episódio.

Na busca de um tema para este meu post procedi a um recurso que meu filho Pedro (ele pelo menos), não tem muita simpatia.  Em um dos recentes comentários, atrelado à crônica SER PAI (“Valeu pai.. muito bom esse texto.. é 100% seu!!!! Esse vai ser top para os netos e bisnetos do futuro!!!”)  o “garoto” deixa claro sua preferência pelas crônicas que não apresentam trechos “garimpados”  e “clonados”   das Redes.  Pois é fui ao Wikipédia e obtive a informação em flagrante APROPRIAÇÃO INDÉBITA.

Mas, entendam.  Justamente em 1939 o autor contava com tres anos de idade e a convivência – até aos nove, com esse conflito só terminado em 1945 – deixou marcas bastante acentuadas em sua  formação.  O menino pôde perceber e testemunhar do quanto as rotinas familiares foram afetadas pelas incertezas nossas de cada dia. Supressões, carências, impossibilidades, receios de perdas patrimoniais em favor de programas de “esfôrço de guerra”, além dos filhos da pátria amada que poderiam vir a ser imolados em terras distantes.

Nas casas onde o garoto partilhava as moradias com tios e primos não existia a TV nem nos mais otimistas dos sonhos… Somente o rádio.  E ele vivia acompanhando as notícias da guerra pelo Diário de Notícias e pelo Repórter Esso testemunha ocular da história… da forma que bradava abrindo o noticiário, Heron Domingues locutor radiofônico de voz possante e inconfundível.

Como já relatei em publicações anteriores, o “famigerado” clã oriundo do avô Aniceto Monçores contava na época com pais, tios irmãos e primos profundamente ligados à indústria têxtil que fornecia o tecido necessário às nossas forças armadas. Garantia de empregos em épocas tão conturbadas. Mas, houve perda direta nas linhas de combate.  O funcionário da Cia. Nacional de Tecidos Nova América, Jorge Monçôres, filho mais velho do meu tio Guilherme Monçôres, perdeu a vida na Batalha de Monte Castelo.

Jorge perdeu sua vida e ganhou denominação de logradouros:

  • Rua Expedicionário Monçores, no bairro carioca de Inhaúma (na época espécie de 35px-Distintivo_da_FEBcidade dormitório e residencial dos empregados da Nova América);
  • Praça Sargento Monsores no Município Fluminense de São João de Meriti, na divisa das localidades de São Mateus e Tomazinho e
  • Rua Srg. Jorge Monsores (antiga Rua Júlio de Abreu), na localidade de São Mateus, onde residia com seus pais e irmãos antes da partida para a Itália.

Alguns erros na grafia do sobrenome não diminuíram a importância da homenagem que nosso sargento, lotado no Regimento Sampaio, da Vila Militar, legou à família.

Saudosismos à parte, o fato daquela geração ter crescido sem tomar conhecimento dos, tão decantados, Direitos Humanos enquanto eram orientados “na marra” a respeitar pessoas (principalmente mais idosas) e instituições, estabeleceu um abismo entre aquela e a esta atual reclinada aos computadores e móbiles eletrônicos que lhes facilitam e dão poder de amplos conhecimentos e comunicação (para o bem e para o mal).

"NÃO A GUERRA""

“NÃO A GUERRA””

É o progresso que nos deixa assustados quando hoje, nos jornais televisivos, entre notícias de tragédias, vandalismos e banalização da violência em nossas cidades e campos, vimos declarações de importantes figuras internacionais acerca dos recentes distúrbios no mundo Árabe e, dentre elas, ressaltando-se o pronunciamento do Papa Francisco.   Por favor leitor, clique aqui e ajude a justificar meus motivos para, usando a rede, promover mais esta…

… APROPRIAÇÃO INDÉBITA

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2 respostas para APROPRIAÇÃO INDÉBITA…

  1. A.C.Ferrari disse:

    No seu caso é divulgação devida, agradecimento. Apropriação indébita é coisa dos politiqueiros…Abraço .Ferrari.

  2. Clara disse:

    … admirável ( como sempre ) – será por isso visto como ” homem incomum? ” vou jejuar “, atendendo o Papa Francisco… me fará bem. abraço!

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