O ESSENCIAL …

No domingo passado, encerrei minha crônica QUAL É A BOA, com um auto diagnóstico: “O essencial faz a vida valer a pena e, para mim, basta o essencial.”.  Coisa feia não é? O cara achar que, por ser quase octogenário, pode usar experiências acumuladas como canal de disseminação de fórmulas do bem viver… Dono de verdades que, afinal, são apenas suas verdades.

Dentre os poucos comentários afivelados ao texto, embarquei em um produzido pela Zélia, minha irmã residente no Rio “Isso mano Jura!!! Só o essencial vale a pena!”. Isso foi o bastante para eu embarcar nesta auto crítica que estou realizando aqui.  Pois é, o que vem a ser O ESSENCIAL?  O termo – que é tão subjetivo como a felicidade, a alegria, o medo, o prazer e tantos outros por aí – tem dimensões e validades distintas para cada indivíduo.

O ESSENCIAL, para mim ou para a Zélia, pode e deve estar além ou aquém do que representa para você, jovem leitor.   Por esse motivo, então, peço-lhe não considerar como lição de vida para vocês, minha frase conclusiva daquela publicação, que aliás,  para tentar me eximir desse “crime”, coloquei-a como sendo uma auto diagnóstico, na abertura desse texto.  Tratou-se de um arroubo de entusiasmo muito próprio da minha idade e, nunca, proselitismo (opa! Essa tirei do fundo do baú).

Mas, porém, entretanto, nada impede que eu percorra colocações feitas por pessoas “estudadas” ou que se tornaram notáveis autores.

A psicanalista Dorli Kamkhagi, do Instituto de Psiquiatria da USP deu-nos a conhecer as seguintes pérolas:

  • A sensação de estar inteira e dando o seu melhor nas coisas que se compromete a fazer é gratificante por si só, independentemente do resultado alcançado, e coloca você em contato consigo mesma. “Além disso, deixar-se absorver pelas atividades realizadas é um modo de tirar o pensamento das emoções negativas”,
  • “Quando você procura ver o lado positivo e obter prazer e aprendizado do que acontece ao seu redor, as frustrações e os imprevistos perdem importância”
  • “Ao olhar as necessidades do outro com sensibilidade, ampliamos nossa visão de mundo e crescemos”
Pequeno Príncipe

Pequeno Príncipe

Antoine de Saint-Exupery, foi o autor do best seller  “O Pequeno Príncipe”, uma obra que nos mostra uma profunda mudança de valores, que ensina como nos equivocamos na avaliação das coisas e das pessoas que nos rodeiam e como esses julgamentos nos levam à solidão. Nós nos entregamos a nossas preocupações diárias, nos tornamos adultos de forma definitiva e esquecemos a criança que fomos.

Tais colocações, embora não sejam minhas, eu as venho adotando como roteiro e fórmulas do meu bem viver. Quanto a você, leitor amigo, saiba que não estou tentando lhe mostrar nenhum “mapa da mina” e sim notificar que, de minha parte, agir e obter proveito de tudo isto e, nada mais do que isto, para mim é …

O ESSENCIAL

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Uma resposta para O ESSENCIAL …

  1. A.C.Ferrari disse:

    É gratificante poder declinar de um ponto de vista; e ou, amadurecer um pensamento [sentimento] na reflexão. Evoluir seria isto? Evolução é isto?
    Para o SR. “SEUJURA” diria: a delicadeza corrompe e é gostoso; se houver erros que não é o caso, o sr tem créditos pelo cavalheiro que é… Vejo seus pensamentos como poesia!
    Nota: alguém disse:Felicidade e riqueza está no plano que colocamos! Abraço. Ferrari.

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