VISITAS …

Neste domingo 13 de novembro de 2013, não sei bem por que me decidi abordar este tema VISITAS.  As primeiras por mim recebidas – realmente importantes – vêm à minha lembrança de quando contava com apenas quatro, cinco e até nove anos de idade.  Como já lhes dei a conhecer em publicações anteriores, (SER PAI e TRANSFORMAÇÕES) entre os quatro e nove anos convivendo com meus tios, tinha as VISITAS de meu pai, infalíveis e semanais (sempre aos domingos), aguardadas com grande ansiedade e expectativa.

Em paralelo a mente infantil, em pleno processo de observação, captava o registro de outras VISITAS:

  • Amigos, parentes, vizinhos e profissionais – que eram recebidos pelos moradores da casa –  garimpando e destilando sorrisos (as vezes prantos) e novidades; fornecendo avisos e informações; ou simplesmente “matando saudades”. Ao término de cada uma delas, o “gênio” aqui fazia suas próprias avaliações do grau de sua importância (daquela visita é claro) para submetê-las aos “gurus”, principalmente ao seu Geraldo em sua próxima visita.
  • E aquelas domingueiras que fazíamos (eu e o pai), na casa de outros parentes, parques, praias, museus e, principalmente, na Quinta da Boa Vista no bairro carioca de São Cristóvão, dada a proximidade dos locais de trabalho e moradia do “corôa”. Sensacionais!  O aprendizado corria solto e, como já tenho dito, beneficiava mestre e aprendiz.

Bem mais tarde, já entre os trinta e dois e trinta três anos, ocorreram duas VISITAS de suma importância à minha vida, então de casado.  Em 1968 e logo após em 1969 eu e a mãe de meus filhos recebemos as tão famosas “visitas da cegonha”, decantadas em verso e prosa, porém incrivelmente estranhas e até mesmo assustadoras para nós dois.

  1. A primeira delas se anunciou quando morávamos em Porto Alegre há cerca de 1600 km do Rio de Janeiro, ainda assim a futura mamãe, em cima do laço, correu em busca do colo e proteção da minha sogra na “wonderful city” e o Paulo, carioca, nasceu em uma clínica no bairro de… São Cristóvão.
  2. A segunda, um pouco menos tempestuosa, anunciou-se e realizou-se aqui mesmo em Curitiba, na então Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Pilar. Levamos um baita susto porque o Pedro sofreu umas complicações respiratórias pós-parto e o “marinheiro de primeira viagem” aqui (não assisti a chegada do Paulo) ficou com o CD na mão.

VISITAS… vêm aqui no Lar dos Idosos como já pude descrever e espalhar por essas minhas crônicas, onde sempre ressalto a importância que representam para nós e, principal e visivelmente, para eles (os visitantes).

    • Pedrão, meu filho, em inverso papel daquilo que me acontecia na infância, faz-me visitas infalíveis e semanais (sempre aos sábados), aguardadas com grande ansiedade e expectativa, e debulhamos assuntos técnicos-profissionais, familiares, cinéfilos e de mútuas expectativas.
    • A “onda verde” dos integrantes do  Instituto História Viva, “traficantes” de nossas estórias e, que para tal, nos visitam trazendo seus ouvidos e depois suas narrativas e desenhos infantis; Membros do Instituto Cão Amigo fazem-se acompanhar, em domingos alternados, de seus dóceis animais para nos visitar e cortejar; Estudiosos do Instituto Flor de Lis em suas visitas semanais aplicam os poderes energéticos do Reiki em moradores e funcionários.
    • Importantes, muito importantes mesmo, alunos de faculdade, cursos técnicos de enfermagem e tratadores de idosos povoam nossas instalações plenos da curiosidade de entender este nosso mundo e dele obter mais créditos nas carreiras que buscam abraçar.

Quem roubou

  • Na última quinta-feira Maria Clara em uma de suas VISITAS, fez-se acompanhar de deliciosas guloseimas além de sua também dulcíssima presença.  Ela portava um livro cuja leitura havia apenas iniciado.  Curioso, capturei o título de grande subjetividade pelo menos para mim: “QUEM ME ROUBOU DE MIM” de autoria do Padre Fábio de Melo. Estou baixando em PDF pois pretendo lê-lo.

Pois é muito bom esse negócio de receber visitantes que trazem carinho, atenção e até certa curiosidade do bem.  Mas, leitores, nada … nada mesmo se compara aquilo que se consegue de bem estar e satisfação (tipo cabeça leve no travesseiro à noite) aos que decidem efetuar constantemente esse tipo de …

VISITAS

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Uma resposta para VISITAS …

  1. A.C.Ferrari disse:

    Sr. Jura, tudo pode se multiplicar, mas quando o amor é o multiplicador tudo se transforma para melhor! Abraço. “ferrari” em minusculo estou no débito.

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