DEZOITO ANOS …

Hoje, domingo 08/12/63. Na semana que ontem se encerrou, fui lembrado do dia (05/12) em que meu pai aniversariava.  Se aqui nesse plano existencial entre nós ainda figurasse, o velho estaria completando 105 anos. Na mesma semana em que Nelson Mandela, ícone maior e o mais importante líder da África Negra, faleceu aos 95 anos de existência.  Meu pai, como meus leitores já tomaram conhecimento, deixou-nos à véspera de completar os 99 anos conosco.

Nelson Mandela

Nelson Mandela

Gente, se eu tivesse que atingir os 99 anos do Seu Geraldo, teria que viver ainda por mais 22 anos… é muita coisa.  Quem sabe eu atingirei a marca existencial do Prêmio Nobel da Paz?  Por esse último pressuposto me restariam DEZOITO ANOS, por aqui e eu poderia estar presente às comemorações dos sessenta e três e sessenta e quatro anos de vida de meus filhos.

E lá fui eu para o terreno das reflexões imaginando como se decorrerão estes anos. Todos sabemos que os últimos DEZOITO ANOS trouxeram para nós muitos, mas muitos mais avanços tecnológicos e científicos do que os outros 1995 antes decorridos desde o início da era cristã. Junto avançou a modernidade que nos trouxe a causa sem noção do egocentrismo total e absoluto.

Fomos nos achando – na mesma progressão vertiginosa da tecnologia e com o apoio dela – o centro do universo e o detentor de todos os direitos por sobre os demais.  Nossas verdades e nossos interesses se sobrepõem sobre tudo e sobre todos.  Buscamos o poder e ao fazer uso dele, de forma dissimulada, pela força e, se preciso através de engodos ou mentiras, tentamos anular ou passar por cima de outras verdades que não a nossa.

Claro, estou generalizando por uma questão diplomática. Na verdade estou querendo retratar todo aquele que burla a razão em benefício dos que o aceitam como representantes, como seguidores, como intimidados e, porque não, como apóstolos.  Afinal através desses últimos é que emana a manutenção do poder que o retratado tanto preza e pelo qual vive… E são muitos, numerosíssimos.

Em cada família ou comunidade, em cada município, de cada estado, de cada país, em todo o planeta observamos a ocorrência cada vez mais célere do crime, da desobediência às leis (do homem e de Deus) e da impunidade, que geram a tristeza, a desconfiança, e o desconforto em geral dos terráqueos que não conseguem se desvencilhar também do seu próprio egocentrismo e clamam e lutam e morrem pela “injustiça” dos “poderosos”.

Nessa velocidade ultra progressiva dos “avanços”, quero crer que as perspectivas para os próximos DEZOITO ANOS, não sejam muito animadoras, talvez seja interessante tentar entender João Evangelista em sua participação no Livro do Apocalipse (confesso que não alcancei bem seus escritos).  Quem sabe algum acontecimento catastrófico não retire ou afaste de nós esse egocentrismo e venhamos a partilhar, cada um na sua vez é claro, de um final feliz.

Convido você leitor a tentar trabalhar para aniquilar este meu visível pessimismo em torno do que pode nos acontecer nos próximos …,

DEZOITO ANOS

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3 respostas para DEZOITO ANOS …

  1. Acreditando na Palavra, sou da mesma opinião, ou Deus nos tira antes ou as coisas vão complicar bastante.

  2. Seu Jura!!! Ainda quero comentar os seus brilhantes textos, por mais uns cinquenta anos,
    e preciso da sua colaboração para que isso aconteça. Grande abraço…

  3. A.C.Ferrari disse:

    Aí Campeão, vamos rasgar a farda mas sem entregar os pontos… Abraço. Ferrari.

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