DESCULPAS …

Último domingo deste fevereiro de 2014 hoje, dia 23, estou à beira de arranjar algumas DESCULPAS para não redigir e publicar esta crônica… Mas não, não posso e não devo fazer isso.  Mesmo que alguns leitores estejam nem aí para a presença ou não deste meu “post” semanal, eu me importo e, porque não, alguns de meus poucos seguidores poderiam se decepcionar comigo.

Um vírus chamado “desculpa” vive se alastrando por aí afora. Todos têm uma justificativa para aquilo que não fizeram, que deixaram de cumprir. Em qualquer ambiente ou situação isso se traduz em falta de comprometimento.

Já andei falando que uma vez que cada um de nós é um ator social com papel, ou melhor vários papéis, a desempenhar, se não realizarmos nossos atos de maneira correta ou ainda omitir ou dificultar a “deixa” para os demais atores e coadjuvantes das cenas sociais que constantemente estaremos representando, então a coisa é feia, triste, decepcionante.

Quando ainda crianças, nós todos, em menor ou maior grau, sentíamos felizes por receber elogios por ter ou estar fazendo as coisas certas e, infelizes quando desapontávamos as expectativas ou os espectadores com nossos erros. Até hoje, não gostamos de parecer ineptos. Usamos então, à larga, o recurso das DESCULPAS, transferindo para outras pessoas ou então para outras ingerências a responsabilidade pela “falha nossa”.

Fulano não entendeu o que eu disse”; “o ressalto da porta me fez tropeçar”; “tinha certeza que você havia tomado o remédio” e, não podemos esquecer do super atualíssimo “o sistema está (ou estava) fora do ar”.  É gente, não esqueçamos estar vivendo a era digital.

Pedro, meu filho, esteve aqui ontem comigo e transformados em “poetas” improvisados, tentávamos estabelecer métrica e rimas para uma publicação de livro infantil de autoria do Rafa, meu neto, que está para ir ao “prelo”. Aguardem, todos serão devidamente informados do lançamento.

Foi quando Pedro me informou que haviam aplicativos para fornecer opções de rimas para uma palavra enunciada. Caramba! Então tem que haver um aplicativo para o fornecimento de DESCULPAS para uma situação relatada. Sua inexistência (do aplicativo), seria indesculpável…

Sair-se com desculpas desvencilhando-se de irresponsabilidades — principalmente para pessoas do mesmo convívio social, empresarial, institucional ou familiar – caracteriza em princípio falta de respeito pelo próximo. Se “esfarrapadas” tais DESCULPAS transformam-se, então, em desrespeito à inteligência do outro. Nesses casos o formulador da desculpa, podem crer, será sempre considerado um imbecil… Ninguém deveria querer carregar essa nódoa de caráter.

Como meus leitores estão “carecas” de saber, moro no Lar de Idosos Recanto Tarumã. E perguntarão: Qual é a sua! Sabemos que já foi Professor de Ensino Médio e cursinhos; Analista de Sistemas, durante 35 anos, em trabalhos para empresas e instituições de grande, médio e pequeno porte, mais pô! Como diria uma comediante da TV:  “Este assunto? Isso não lhe pertence mais…”

DESCULPA

desculpa

Talvez não! Mas se você leitor, chegou até aqui na leitura desse texto e, está achando que apenas perdeu seu tempo lendo “baboseiras” embutida em um “nada a haver”. Para você os meus mais sinceros pedidos de …

DESCULPAS

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4 respostas para DESCULPAS …

  1. Pedro Monçores disse:

    Como dizíamos no passado sobre esse assunto sempre presente: “Depois que inventaram a desculpa, ficou fácil viver!!!!” Esse post será sempre atual quando lerem no próximo livro do seu blog.

  2. É seu Jura! Adorei este post, creio que vou deixar a desculpa para quando realmente precisar dela, não quero ficar “Viciado.” Grande abraço.

  3. A.C.Ferrari disse:

    Viva a pedagogia! Principalmente a da escola da vida onde o processo de ensino e aprendizagem é uma troca, o sujeito é o ser humano… “Ser humano”!!!. Ressalto; admiração e respeito. abraço. Ferrari.

  4. Mára Peres disse:

    Seu Jura, é um “gentleman”, adorei…devemos pensar antes de dizer, antes de fazer…pedir desculpas é fácil, pedir perdão, acho que é mais difícil..mas e as marcas que ficam no coração do outro? Muito bem colocado, porque o ser humano tá perdendo em humanidade, solidariedade e compaixão. abços Mára

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