A TRAVESSIA

Domingo, 28 de janeiro de 2018 – Apesar do verão, o brilho do Sol segue perdendo feio para a densa cortina de nuvens. Os sites da meteorologia já nos havia prevenido de que assim o seria. Tecnologia, gente. Só cabe nos curvar à sua presença em nossas vidas.

Em 26 de novembro passado, data imediata ao meu aniversário (81 anos) publiquei  uma crônica (Recomeço). Ali fiz referência ao uso que faço de um desses  artefatos tecnológicos o Kindle Paperwite. Ele que tem permitido o retorno ao meu hábito de leitura. Imaginem trocentos livros de minha escolha encarcerados em um tablet que me possibilita ler até no escuro…

Desta feita, após ter “prestigiado” Kardek, me voltei para um autor que antes havia conhecido quando da leitura de  “A Cabana”,  best seller que acho que  todo mundo leu e se emocionou com a dor de um pai que, tendo perdido uma filhinha de forma  cruel, veio a ter encontros inusitados no interior e em torno do abrigo título da obra.

Esse autor, William P. Young, escreveu um novo livro de onde tirei para meu acervo de reflexões um sem número de ideias e questões. Como estão carecas de saber moro aqui em um Lar de Idosos onde não me falta tempo para elocubrações   notadamente com fatos e coisas relacionadas a vidas, vividas e extenuadas.  O livro em questão se intitula  A TRAVESSIA, E sua sinopse é a seguinte:

Um derrame cerebral deixa Anthony Spencer, um multimilionário egocêntrico, em coma. Quando “acorda”, ele se vê em um mundo surreal habitado por um estranho, que descobre ser Jesus, e por uma idosa que é o Espírito Santo.

À sua frente se descortina uma paisagem que lhe revela toda a mágoa e a tristeza de sua vida terrena. Jamais poderia ter imaginado tamanho horror. Debatendo-se contra um sofrimento emocional insuportável, ele implora por uma segunda chance.

Sua prece é ouvida e ele é enviado de volta à Terra, onde viverá uma experiência de profunda comunhão com uma série de pessoas e terá a oportunidade de reexaminar a própria vida. Nessa jornada, precisará “enxergar” através dos olhos dos outros e conhecer suas visões de mundo, suas esperanças, seus medos e seus desafios.

Na busca de redenção, Tony deverá usar um poder que lhe foi concedido: o de curar uma pessoa. Será que ele terá coragem de fazer a escolha certa?

Pessoal, trata-se de pura ficção, sabemos, porém o autor nos conduz a ideia de que o nosso espaço interior é diversificado, de um para outro ser, em razão do que somos ou fomos. De que esse espaço poderá ser:  mais ou menos brilhante; mais ou menos iluminado; mais ou menos tranquilo; mais ou menos atraente,  produtivo, acolhedor e consistente, à primeira vista, por aquilo que temos sido na vida.

Suponhamos acreditar que não é totalmente ficção.   Neste caso poderíamos analisar o que fomos pelos aspectos desse espaço revelado assim de cara,  e começar a mudar o que somos, com a ideia de fazer com que este espaço interior seja mais paradisíaco do que infernal;  mais saudável do que doentio; mais divino do que diabólico;  mais primaveril do que hibernal;  para que sejamos mais confiantes do que descrentes de tudo.

Sabem, eu acho que não custaria nada tentar, principalmente nós, idosos, que temos sentido a aproximação do momento d…

A TRAVESSIA.

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3 respostas para A TRAVESSIA

  1. Já falaram bem desse livro… depois me conte os detalhes… refletir é bom.. Cortela fala que a arte de filosofar é incluir uma interrogação no fim de toda afirmação.

  2. Fernanda disse:

    Deu vontade de ler “a travessia” !

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