JOAQUINS…

Domingo, 22 de Abril de 2018. Ontem (21, sábado) foi feriado nacional. Há  226 anos atrás, era enforcado Tiradentes. Joaquim José da Silva Xavier, nasceu em 1746 e morreu em 1792. Pode-se dizer, foi o dentista mais importante de  toda a história brasileira, além de ser militar, tropeiro, comerciante, minerador e mais, respeitável ativista político, tendo atuado no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

download (1)Os historicamente famosos inconfidentes  –  entre eles, José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes; –  o tenente-coronel Francisco de Paula Freire de Andrada; os poetas Cláudio Manuel da Costa;  –  Tomás Antônio Gonzaga e Alvarenga Peixoto – marcaram um levante para a ocasião da derrama (cobrança exagerada de impostos) de 1789.

Joaquim Silvério dos Reis, informado do levante, escreveu a carta  de delação premiada, em  abril de 1789,  ao governador de Minas Gerais, Visconde de Barbacena, alertando as autoridades coloniais para a existência do movimento em Vila Rica, que visava proclamar a República e libertar o Brasil de Portugal…  A derrama foi suspensa e os principais líderes foram presos.

TemerComo se o Brasil atual estivesse necessitado ainda mais de realismo fantástico, o presidente da república incumbiu-se de oferecê-lo neste 21 de abril ao comparar –se a Tiradentes em cadeia nacional de rádio e televisão. Mas talvez não seja um descolamento da realidade mas apenas equívoco, uma troca de Joaquins.   Em vez de Tiradentes, o Joaquim José da Silva Xavier, talvez quisesse se referir a Joaquim Silvério dos Reis com quem guarda afinidades óbvias…     Ao invés do traído, o traidor.

Aí, no cenário surge um novo: Joaquim Barbosa. Foi indicado ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003 e ocupou o cargo até aposentar-se voluntariamente em 2014 – Em 6 de abril de 2018, filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro e tem intenção de concorrer a eleição presidencial de 2018.

Sei lá, entende!

220px-Min._Joaquim_BarbosaAssumiu em 2006 a relatoria da denúncia contra acusados do mensalão feita pelo Procurador-Geral da República, Antonio Fernando de Souza. Durante o julgamento defendeu a aceitação das denúncias contra os quarenta réus do Mensalão, dentre os 126 relacionados na CPMI dos Correios, o que foi aceito pelo tribunal. O julgamento prossegue no Supremo, pelo menos até 2012, podendo até reverter o fato histórico de o STF, desde sua criação em 1824, nunca ter condenado nenhum político.

Em artigo comentando o julgamento, a Revista Veja escreveu: “O Brasil nunca teve um ministro como ele (…) No julgamento histórico em que o STF pôs os mensaleiros (e o governo e o PT) no banco dos réus, Joaquim Barbosa foi a estrela – ele, o negro que fala alemão, o mineiro que dança forró, o juiz que adora história e ternos de Los Angeles e Paris”. Segundo a Veja: “O ministro Joaquim Barbosa, mineiro de 52 anos, votou em Lula, mas foi implacável na denúncia do mensalão (…)”

Em março de 2011 Joaquim Barbosa ordenou a quebra do sigilo fiscal dos 38 réus do mensalão.

Que coisa, gente. Agora vou dormir logo mais com a cuca lotada de…

JOAQUINS.

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