DE NOVO…

Domingo, 13 de Maio de 2018.  A batida na porta repete-se DE NOVO para que outra troca de fralda se realize. Quem bate desta vez é Marisia,  já bem perto de  encerrar o plantão da noite, que dividiu com a Franciele.

Por se tratar do segundo domingo de maio – Dia das Mães – a cerimônia ganha um significado especial e me faz recordar outra crônica, publicada por mim ano passado, descrevendo e recordando a minha mãe, em setembro. Fui até lá…

Minha mãe nasceu em 15 de setembro de 1910 e faleceu no dia 11 do mesmo mês em 2010, quando faltavam 4 dias para os cem anos. Era incomum, até no nome (Prosperina) e – moderna para os padrões da época (anos 40) – não dava  mínima confiança para as “comadres” de plantão que criticavam a “separada”.

Separou-se de meu pai, quando eu contava com três aninhos e foi viver a nova vida, levando consigo minha irmã, Iracy.  Vim a revê-la aos dezessete, quando conheci a peça. Confiante até ao exagero, impunha e fazia valer a auto estima digna de uma  “dama de subúrbio”  personificada  com esmero.

Distribuía e espalhava alegria e bom humor à sua volta, com graça, galhardia, amor e respeito pela vida…  Modesto, acho que carrego algo desse legado. De volta a aqui e agora, estou arrasado! Não é que a foto que tirei das meninas do plantão que se encerrou estão longe de fazer jus ao original.. (fotógrafo vacilão, perdão).

Só resta agora não fazer feio ao flagrar as “mamães” que irão me dar banho, trocar fraldas, vestir e dar medicações até o meio dia.  E postar, lado a lado, as imagens em homenagem ao dia de hoje.  Em pleno café, flagro Ivanete, Sandra, Aline e a Priscila Silva (a Priscila do domingo passado é Moura). Amo muito todas elas.

O ideal seria que eu postasse também fotos das “outras mães” que arrumam lençóes e camas; que cozinham; que lavam e passam nossas roupas; me orientam na fisioterapia, psicoterapia, musicoterapia e ocupacional idade, bem como as que vêm nos visitar e ouvir nossas estórias e causos; da Assistente Social que cuida dos nossos “direitos” e, iportante, nutricionistas cuidando dos sabores.

Mas, não há de faltar oportunidades, quando então registrarei estas “Mães adotadas “ que com toda a certeza, nos amam e nos querem bem.

Sinceramente, espero me quedar por mais um tempinho nesta instituição para poder escrever estas minhas crônicas, meio loucas…

DE NOVO

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