A METAMORFOSE…

Domingo, 10 de Junho de 2018.  Comentei com vocês leitores, se não me engano lá pelo mês de março, meu retorno ao hábito de leitura. Pois muito bem, o hábito continua E,  em nome dele, logo ao terminar um livro (e-book), saio em busca de um próximo, em doida busca  pelo site da AMAZON , que vem a ser meu natural provedor.

Desta feita escolhi e baixei uma obra, no mínimo curiosa.  Já tinha ouvido falar no livro do autor Franz Kafka, publicado em 1915, com o nome de “A METAMORFOSE”, daí decidi elegê-lo como meu “livro da vez”. Gente de Deus, sabe que li e fiquei levemente impressionado?… Vou tentar resumir o que levei para a cama por 4 noites seguidas:

gregorA história se inicia com Gregor Samsa, caixeiro-viajante, acordando metamorfoseado em um gigantesco inseto. A partir de então, toda a narrativa trará os desenrolares desse impacto em sua vida e na vida de sua família, uma vez que ele mora com os pais e a irmã de 17 anos, além de ser o provedor do lar. Trata-se de uma revelação do desespero humano perante o absurdo e opressão do mundo.

A principio, é estranho, claro, mas para Gregor, tudo tem de rolar com normalidade durante o dia. Sua rotina não pode ser interrompida por modificações ou mal-estares repentinos, seu chefe, seu trabalho o esperam. Mas a incapacidade de se locomover e a dificuldade de se acostumar com sua nova estrutura de corpo, impedem Gregor de iniciar sua rotina, cumprir suas tarefas e horários, e inicialmente ele diz que o próprio trabalho é o culpado de tudo que está acontecendo.

Sempre em terceira pessoa, com uma perspectiva mais próxima da de Gregor, impera desde os primeiros parágrafos a característica do autor de:  narrativa do absurdo em meio à quase total indiferença e normalidade do dia a dia. A família estranha a atitude de Gregor,  É um grande espanto a todos e, a partir desse dia, o mundo de Gregor agora é seu quarto, um esconderijo do mundo.

E aí que este cronista que vos escreve, constata para si mesmo que – com as dificuldades para se transpor da cama para a cadeira de rodas e vice versa – vivencia  condições bem similares com o personagem Gregor o que, de certa forma – embora sob os refúgios  das leituras de e-books, assistências aos seriados da Netflix e composições e publicações de crônicas – também faz do seu quarto, um esconderijo do mundo.

Mas, querem saber? Não me sinto nem um pouco angustiado pelo fato de A Criação, ter procedido — naquele indivíduo que lépido e fagueiro combatia, lutava, vencia e perdia, erguia e caía, amava e se desiludia – tal divin…

A METAMORFOSE

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