EMPATIA…

Domingo, 19 de agosto de 2018. Ontem, um grupo de visitantes aqui no nosso Lar, levou-me a recordações de algumas etapas da minha estada por aqui. Como exemplo, fez-me lembrar da indecisão em manter a escrita deste blog, ocorrida em fins de 2012 ou seja há quase 6 anos atrás.

Explica-se. O grupo reunia alunos de um curso de Administração da FALEC e, acreditem, foi a visita de um grupo como este, bem naquela ocasião, que usei como desculpa para a grande transformação e elucidação das tais dúvidas que andavam me contaminando.

A crônica postada  àquela época eu a intitulei de SER OU NÃO SER. Ali abusei do meu direito de “chorar as pitangas” e narrar aos incautos leitores verdadeiros “dramas” das minhas idas e vindas através dos humores e horrores que acreditava me acompanhar na passagem para uma nova década de vida, afinal eu acabara de ingressar nos setenta anos e, em uma Instituição para Idosos.

Desta feita, (ontem) os jovens vieram prospectar a possibilidade de gerar eventos e atividades para nós aqui do Lar dos Idosos Recanto Tarumã, quando aproveitei para preveni-los que a tarefa poderá ser árdua pois o idoso – institucionalizado que eu tenho conhecido e com quem tenho convivido por aqui – vive bem mais necessitado de receber do que dar,  ATENÇÃO, às coisas aí de fora.

O alerta eu o fiz por lembrar que – ainda nos meus tempos de estudante e mais tarde de professor – faltou-me um conhecimento maior do valor e da importância da EMPATIA. Eu, aluno não sabia vivenciar  a pessoa na figura do mestre à minha frente e, quando mestre, ainda tinha dificuldade de lembrar e ver em cada aluno aquilo que eu tinha sido e sentido quando discípulo.

Sei lá se agindo assim estou correto, afinal Nietzche – filósofo e pensador respeitado e importante – há despejado sobre nós pensamentos e conhecimentos que coletou em uma época sem os recursos tecnológicos de informação agora existentes e presentes,  que não podem ser ignorados!

FALEC

A foto acima eu a retirei do site de busca da Instituição e pude constatar que a entrada ali exposta – de bucólica e despretensiosa aparência – não condiz com o tamanho e porte da Faculdade que acolhe após seu limiar. Usina do saber e conhecimento, a FALEC lá está encarapitada no alto do Bairro de Santa Cândida, aqui em Curitiba.

Em decorrência do vulto desta importância, talvez eu devesse dar mais crédito aos jovens alunos e mestres de agora e despir-me – pelo menos em parte – dessa pretensa aura de conhecimento pelas supostas experiências e observações de uma vida e que muitas vezes me faz incorrer na violação do sétimo pecado. Mas, a intenção é boa, creiam !

Alunos da Faculdade Doutor Leocádio José Corrêa (FALEC), perdoem-me pelo meu ataque de soberba por estar alardeando aos quatro ventos – que só eu sei e vocês não – que nós idosos estamos necessitando desesperadamente, vinda de vocês, sua …

EMPATIA.

obs.: Sugiro um clique de vocês para uma nova visita em SER OU NÃO SER

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