ME PERDOEM…

ME PERDOEM…

07 de outubro de 2018… Dia de eleições no Brasil, aqui em Curitiba dia turvo como representante de um luto pela morte em agonia, da Democracia… E por falar em mortes, venho me referir ao post da semana passada e humildemente pedir a algumas de minhas queridas amigas que ME PERDOEM.

Naquela ocasião narrei e descrevi meu encontro com a leitura da corajosa narrativa de um médico que reconhece os limites da ciência e sabe de que modo ela pode nos proporcionar não apenas uma boa vida, mas também um bom fim. Atul Gawande, autor do livro “Mortais”, médico e jornalista americano, é especialista em reduzir erros, aumentar a segurança e melhorar a eficiência dos procedimentos cirúrgicos. Wikipédia

Acontece que ao compor a crônica “NÃO SOMOS IMORTAIS” eu, entusiasmado com a leitura da Introdução e primeiro capítulo da obra, parti para a indicação do mesmo para minhas jovens cuidadoras. Na verdade cheguei a encomendar sete exemplares cujo valor se encaixava em meus recursos financeiros e com eles presenteá-las.

Enfeitei o presente com dedicatórias de incentivo aos esforços, interesses e dedicação notáveis que venho observando em seus tratos para conosco e… prossegui a leitura da obra… Foi quando percebi que devia-lhes alertá-las e emitir este pedido de desculpas. Solta o som.

As minhas preciosas amigas e cuidadoras: Priscila Silva; Thifany Brenda; Fernanda Cury, Júlia Thalia;  Fernanda Izabelle; Vanessa Carvalho e Carla Bellon, trabalhando  conosco aqui no Lar de Idosos Recanto Tarumã e a quem presentei, venho preveni-las  de algo que pude perceber somente após a leitura completa do livro “Mortais”.

Gawande, o autor, apresentou sua obra com uma introdução atraente, vibrante mesmo, logo seguido de 8 capítulos e encerrou-a com um epílogo para mim muito revelador. A saber:

Introdução;

  1. O Ser Independente;
  2. Caindo aos Pedaços;
  3. Dependência;
  4. Assistência;
  5. Uma Vida Melhor;
  6. Desapegar-se;
  7. Conversas Difíceis;
  8. Coragem; e

Epílogo.

Os Capítulos após o primeiro, começaram a incandescer-se sob narrativas cada vez mais meticulosas de finitudes motivadas pelo câncer e aí o leitor como eu, não acostumado com as descrições relacionadas com o insidioso mal, sente-se no mínimo desconfortável com o poder destrutivo e avassalador da doença que é ali demonstrado.

Se eu com essa idade me sinto dessa maneira, imagino como se afigurará senão tremendamente angustiantes para jovens iniciantes em cuidados conosco. O autor da obra os destinou visível e principalmente para os(as) médicos(as), notadamente cirurgiões e tratadores oncologistas.

Quanto aos meus outros leitores, mais maduros, continuo sugerindo sua leitura, quando nada para perceberem a questão de que o câncer muito se assemelha ao poder que contagia, se espalha, corrompe, enlaça e destrói a razão e o tirocínio de nossos políticos e altos empresários que se candidatam hoje e sempre.

DESCULPA

desculpa

Por isso estou aqui solicitando a estas garotas, para em princípio saltarem estes capítulos e seguirem diretamente para o epílogo, como já disse, bastante revelador para seus propósitos futuros… isso eu tenho certeza.

Não me queiram mal por esta tremenda falta de noção da responsabilidade que deveria demonstrar para quem nos cuida de forma tão dedicada distribuindo em torno de si lindos exemplos para seus familiares, admiradores e seguidores. Se puderem, por favor…

ME PERDOEM.

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