O PROFETA…

Domingo, 18 de novembro de 2018. Preciso fazer uma ressalva corretiva quanto à minha publicação da semana passada. Ali, omiti a verdadeira informação de que: as minhas experiências de magistério ocorreram na verdade nos anos 60, quando eu contava com meus quase 30 anos de idade.

A época que foi ali informada “lá pelos anos 50”, abarcou na realidade o final de minha adolescência quando eu dava sequência ao meu hábito de viajar por leituras variadas de forma quase obsessiva. Numa dessas tropecei pela primeira vez com o livro O PROFETA de Khalil Gibran.

Amei e aproveitei! Já meio maduro, repeti a leitura em outra época meio conturbada da vida e, novamente, me ungi com o rico conteúdo das concepções ali reveladas. Acabei fazendo da obra – durante um extenso período de vida com família constituída – meu livro de cabeceira e consultas.

O ProfetaAgora, revejo e releio a obra que começa com Alimustafá, “o eleito e amado, que era uma aurora em seu próprio dia”, e a chegada do navio que deveria reconduzi-lo à sua terra natal. Do alto do monte ele o vê por entre as brumas e a sua imensa alegria se mistura à grande tristeza de deixar a cidade de Orphalese.

Não imagina o meu leitor o quanto me identifico com a narrativa, quando me sinto bem mais próximo da recondução às minhas origens espirituais depois de haver colhido e ampliado meu conhecimento e aprendizado na “Orphalese” deste nosso plano terreno.

O trecho em que ao descer do monte Ele pensa:

 “Como poderei ir embora em paz e sem pesar? Não, não será sem um ferimento na alma que deixarei esta cidade. Longos foram os dias de angústia que passei dentro dos seus muros, e longas foram as noites de solidão; e quem pode se separar de sua solidão sem lamento?”

, fica bem marcado nesse meu  esperado desenlace.

A obra literária de Gibran, – que espero que venham a conhecê-la – é acentuadamente romântica e influenciada pela Bíblia, Nietzche e William Blake, trata temas como o amor, a amizade, a morte e a natureza, entre outros. “O PROFETA” é uma obra iluminada e de rara beleza.

Mansour Challita, tradutor de toda a sua obra diz: “Gibran não era um filósofo no sentido transcendental da palavra. Não trouxe uma nova doutrina, uma nova interpretação do universo. Era um filósofo no sentido humano da palavra, um pensador, um guia. E trouxe o que talvez mais falte a era atual, tão rica e tão pobre ao mesmo tempo: uma nova fé no homem, uma nova fé na vida. Gibran redescobriu o papel do coração”.

A uma aldeã que pediu, fale-nos do amor, Gibran liberou:

O amor nada oferece além de si mesmo e nada recebe além de si mesmo. O amor não possui, e tampouco pode ser possuído; Pois o amor se basta em si mesmo.

Quando você ama não deveria dizer, “Deus está em meu coração” mas sim, “Eu estou no coração de Deus”.

E não pensem que podem direcionar o curso do amor, pois o amor, se lhes acharem dignos, determinará ele próprio o seu curso.

Leitor ou leitora minha sugiro que, se ainda não, leia…

O PROFETA.

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