EMOÇÕES…

Domingo 06 de janeiro de 2019. O primeiro do ano. E eu aqui, após uma publicação inusitada feita por mim há apenas quatro dias. Uma publicação que eu não gostaria de ter feito, pois noticiei uma perda valiosa para nós que povoamos esse Lar dos Idosos Recanto Tarumã. Eu a compus no momento em que iniciava uma espécie de retrospecto dos dez anos que aqui resido… quando parei… agora retorno.

Agora estou aqui retomando esta minha coletânea de crônicas. Sabem – não sei bem como e por que mas – a vida continua, e eu preso a ela. Como já tenho exposto por aqui, estes últimos dez anos têm trazido para esta minha vida surpreendentes revelações além do conhecimento e convivência com pessoas incríveis.

A crônica de hoje eu a estou apresentando a você meu leitor ou leitora que passou a me conhecer aqui no Lar. O tema musical que escolhi para fundo, fala basicamente de um mundo de EMOÇÕES, que você e aquelas pessoas têm me feito experimentar.

São sentimentos totalmente novos… eu não os conhecia com a intensidade de agora… sou-lhes imensamente grato por isto.

Desde minha chegada, comecei me deparando com gente que sabe o que está fazendo no como coordenar o trabalho com alegria, disciplina e carinho para conosco, idosos por vezes destrambelhados e necessitados de compreensão.

Firme e determinada, essa gente semeia respeito, dispensa e atrai a atenção dos moradores para suas próprias realidades. Com o decorrer do tempo, segui testemunhando cenas e atitudes de carinho explícito e prazer pelas lidas e responsabilidades no cuidado conosco, essa outra gente que viveu tanto tempo e agora carece de reconhecimento e amor fraternal.

Vivem — funcionários de administração, de manutenção, das áreas técnicas, e, principalmente profissionais com especialidades em saúde, limpeza e higiene – procedendo autênticas blitz constantes, no sentido de fazer-nos agrados como se fôramos seus avôs amados… e isso é muito bom… chega a emocionar!

Tem ainda, a nosso favor, a ONG mantenedora desse nosso Lar, administrada e gerida por empresários locais aqui de Curitiba de forma voluntária e que conta com auxiliares que — quer me parecer – contagiaram-se com a “moléstia” de boa vontade para com os “mais velhos” e empenham-se no trabalho de auferir para nós, doações… e elas sempre chegam!

Alimentos, materiais de higiene, limpeza e consumo do Lar e, ainda, material humano — ou seja – gente voluntária para auxiliar o funcionamento do Lar em regime de trabalhos solidários… Leitor, não imagine, ela – essa gente – também se apega a ideia de que “doar é como semeadura”.  Doam e doam-se para obter colheitas generosas…

No final, essa gente toda a que me referi hoje e venho me referindo em todo esse meu trabalho… Constituem-se de pessoas  que têm  me conferido belas…

EMOÇÕES

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