ELA É ENFERMEIRA…

COELHINHA

Segunda feira, 12 de outubro de 2019. Juliana Castro, técnica de enfermagem, atua aqui conosco há pouco tempo. Durante este breve intervalo, sofreu nestes últimos três ou quatro meses a perda simultânea de seu pai e depois, recentemente, sua mãe. Talvez agora nos deixe para trabalhar em outro lugar com melhores condições salariais. Afinal o que ela quer mesma e ter condições para fazer um curso de enfermagem. Essa manhã compartilhou e postou no Facebook, matéria bem reveladora de suas intenções vejam cópia da postagem:

“…ELA É ENFERMEIRA, ela decidiu fazer enfermagem mesmo sabendo que precisaria abdicar de algumas coisas, sabendo que iria passar noites acorda e muitas vezes iria comemorar datas especiais como seu aniversário ao lado de um paciente, é ela que muitas vezes está lá segurando a mão, abraçando e dizendo que vai dá tudo certo, é ela que está lá na hora em que a vida inicia e quando termina também.
Ser enfermeira é chorar por a perda de um paciente querido e se alegrar por mais uma vida que veio ao mundo.
É estar lado a lado, é ouvir desabafos, é sorrir, é chorar, é ensinar e aprender, é perceber que nunca saberá de tudo e que a vida é uma eterna aprendizagem!
Ser enfermeira, fez com que ela valorizasse o sentido da vida e perceber que às pequenas coisas é o que realmente tem valor, é cuidar sem interesse é ser ágil, é correr contra o tempo, é aprender que um minuto é muito tempo pra quem está entre a vida e a morte e muito pouco tempo pra quem está se despedindo.
Ser enfermeira é ser uma heroína sem ter superpoderes e muitos chamam até de anjos em forma de gente.
É se colocar no lugar do outro, é ser um ser humano humanizado em meio há tanta desumanização. Ser enfermeira é ter o dom de cuidar, é uma mistura de emoção com adrenalina e não ter o direito de errar, ser enfermeira é tudo isso e mais um pouco, muitos chamam de profissão eu ouso dizer que é um dom, um dom aperfeiçoado pela ciência. “
Por: @giharaujoo01 / @isaiasbzerra

Decididamente, ela não pretende ser advogada, arquiteta ou engenheira, provavelmente gostaria que ao mencioná-la em qualquer conversa futuramente, alguém estipulasse…

ELA É ENFERMEIRA.

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