DUZENTOS E SETENTA E CINCO…

Quinta feira, 07 de novembro de 2019. É 01:30 hs, e eu aqui insone sento-me à frente do computador pronto a fazer vazar mais um “post”. Loucura! Loucura! Loucura!  diria Luciano Hulk, do Caldeirão. O meu anterior, que rotulei como EPÍSTOLA 65, publiquei há cinco dias, aí agora fui até o site que administra o blog e descobri que ele foi a postagem de número 274 de minha lista de publicações.

275 (2)Por isso decidi intitular este agora de DUZENTOS E SETENTA E CINCO… É o cara não está batendo muito bem, não. Ando a fim de mudar um pouco o estilo de narrativa, desse treco. A partir de agora vou descrever mais as coisas que sinto como idoso institucionalizado que sou… ou melhor, que estou.

A crise de quase sonambulismo de que estou atacado, me fez recordar da coisa mais importante que sinto aqui nesse Lar de Idosos Recanto Tarumã, onde venho residindo há onze anos: a presença e a ausência do elemento feminino que me assiste em turnos, durante 24 horas dos 365 dias e um quarto de cada ano.

Já andei escrevendo por aqui que elas formam cerca de 90 por cento da gente que atua e circula nos servindo, por esses corredores, salas, quartos, cozinhas, lavanderias, banheiros e quintais. São dezenas de doces e atenciosas parceiras e cúmplices da nossa velhice.

A essa hora, por exemplo, enquanto as que cuidam e velam por nós durante o plantão noturno (19 as 07) todas as demais dos demais plantões quedam-se fora desses muros vivendo, amando, esperando, confiando e repousando ao lado de familiares, herdeiros e parceiros que com suas companhias e cumplicidade torna suas vidas, no mínimo, aceitáveis e suportáveis.

Eu aprendi a amar muito essa dádiva que o Criador nos cede e premia na nossa debilidade senil. Sinto-me confortável com as presentes enquanto sinto falta das ausentes até que retornem em novos plantões. Sejam sempre bem vindas e abençoadas minhas crianças, conto com vocês na minha vida!

Enquanto isso, dentro desta minha solidão pela espera dos desígnios de DEUS, vou encerrando esta minha postagem de número…

DUZENTOS E SETENTA E CINCO.

 

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