SINTO-ME MEDITATIVO…

Domingo, 17 de novembro de 2019. Amanhecendo bonito. São 6:00 hs e eu aqui à frente do computador, ouço bater na porta do quarto e observo a entrada de duas das técnicas de enfermagem (uma delas é ainda nova na casa e está na cola da Lucilene “pescando as dicas” do atendimento a nós, idosos) ambas trazendo a primeira medicação do dia.

Flagram-me ouvindo — na saída do pen drive, nada menos que uma obra de Massenet que eu amo, chamada — Médidation. Escutem comigo agora, clica aê! Vem a calhar pois ultimamente SINTO-ME MEDITATIVO, acho que até além da conta.

13d76b69-f110-40af-8ac6-e7a257be1289Ontem em sua visita semanal Pedro, meu filho, trouxe toda a equipe consigo e eu me peguei confidenciando com ele e com a Cristiane, minha nora, os mais recentes acontecimentos em torno de mim. É uma prática costumeira entre nós. Falei-lhes de minha mais recente leitura de um livro a mim presenteado por uma turma de visitantes universitários da PUC-PR,  semana passada.

fui ao céuNo livro, cuja capa  está estampada ao lado,  leio na súmula: Em 1999, em Los Rios, no sul do Chile, a Dra. Mary Neal uma cirurgia ortopédica, esposa dedicada e mãe carinhosa sofreu um acidente de caiaque. Quando atravessava uma queda d’água, seu caiaque prendeu no fundo e imediatamente ela ficou submersa. Apesar do esforço de seus companheiros durante o resgate, Mary passou tempo demais debaixo d’água e, consequentemente, morreu.”

Eu não ressurgi da morte como Mary, mas, convenhamos, já estou quase conseguindo atingir os 83 anos e estou aqui, bastante lúcido o suficiente para estar escrevendo crônicas aparentemente desconexas, quase insanas acerca de mim mesmo e do meu entorno. Apenas para me fazer melhor entender vou transcrever um trecho da narrativa da doutora após sua experiência de quase morte:

“Eu tive o sentimento intenso de ter a certeza de que estamos todos na Terra por uma razão, e que havia sobrevivido porque meu trabalho neste planeta ainda não estava completo. Isso me deixou com um senso de responsabilidade de buscar a vontade de Deus para a minha vida e seguir, da melhor forma possível, o caminho que fora colocado em minha frente.”

Baseado exatamente nessa assertiva da autora, foi que eu acabei declarando ao Pedro, à Cristiane e agora para vocês meus leitores, meus motivos para estar deste jeito. Por que…

SINTO-ME MEDITATIVO

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