SINTO-ME NA NUVEM…

Segunda feira, 09 de dezembro de 2019, Na última sexta feira (06), em um surto insperado, destruí meu notebook pessoal e agora aqui estou tentando me utilizar de uma das máquinas do nossa “Lan House” para publicar algo. Idoso é assim mesmo. As informações estou extraindo, é claro, da Nuvem essa coisa mágica que a Internet, cada vez mais moderna nos propicia.

A coisa funciona assim, se tu achas, que o fato de haveres perdido um dispositivo, significa que perdeste a informação contida nele, estás enganado… Publicou na rede, ferrou-se, qualquer outro dispositivo colhe a informação que acreditavas perdida, por isso agora mesmo SINTO-ME NA NUVEM, recuperando minha normalidade. É bom que saibamos disto antes de publicar qualquer informação que possa a vir desabonar nossa conduta.

Posso e vou, por exemplo, falar da manhã de um sábado maravilhoso em que, vítima de um “sequestro“,  fui conduzido ao Campus Jardim Botânico da Universidade Federal do Paraná. Uma Terapeuta Ocupacional saindo do embrião, a Amanda, vem exercendo há alguns meses aqui conosco suas atividades de estagiária do curso da Federal, e foi a mentora intelectual da coisa toda.

A garota, com a cumplicidade de uma Gerontóloga da Universidade, Dra. Taiuani Marquini, que pilotava seu gracioso carrinho, veio me pegar de manhã e conduzir para um dos prédios do já referido Campus, onde funciona o Curso de Terapia Ocupacional. A Vitória também estava conosco,   ela e outra digna representante da Pauliceia, visitando Curitiba. Grupo de sequestro lindo, divino.

gALERADe repente vi-me encostado à parede – um misto de “blakboard” com tela de projeção – em uma bela sala de aulas. Ao meu lado Nilo e Evelyn (casal 20), casados, juntos e coesos há 42 anos e a avó da Bruna, Dona Neuza, 90 anos de idade, olhos grandes, lindos e vivazes. Na foto, acima rodearam-nos as meninas e rapazes (supremacia feminina, sempre) integrantes da turma de alunos da motorista-professora, Taiuani.

Nós quatro eramos a matéria de classe em uma aula de gerontologia, ideia magistral da mestra que punha seus discípulos de “frente com o futuro“, ou seja oferecendo a oportunidade de observarem como podem ser heterogêneos os indivíduos para quem  eles vão levar a orientação técnica recebida ali naquele espaço.

Leitor, tu  me conheces por  narrativas feitas por aqui e sabes que sou mal acostumado com atenções e dedicação das pessoas que nos cercam e assistem neste Lar de Idosos, mas, ainda assim fiquei emocionado com o aluvião de carinho despejado sobre nós por aqueles(as) futuros(as) terapeutas. Posso dizer, com toda a certeza que…

ME SENTI NAS NUVENS.

 

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