SINTO-ME UM CONDOR…

250px-Colca-condor-c03Domingo, 15 de dezembro de 2019. Todo mundo está careca de saber o que acontece geralmente com um homem de 83 anos, principalmente se for cadeirante, privado de fazer saudáveis caminhadas pela manhã. Eu sou assim e por tal, SINTO-ME UM CONDOR.  

COM DOR nos braços, ombros, pescoço, nas costas e no nervo ciático. O joelho crocante…, Mas, como sabem, moro no Lar dos Idosos Recanto Tarumã, onde me dou ao luxo de ouvir boa música em meu quarto. Como esta… solta o som:

Pois é, All Green cantando “How can you mend” (Como você pode consertar), me conduz diretamente às duas deusas da fisioterapia, com que nós contamos aqui no Lar. Fernanda e Bárbara, vêm utilizando e testando comigo uma nova técnica de combate às dores musculares.

As fotos abaixo, foram tiradas ao meu pedido, apesar da fórmula rígida na casa de que não se devem efetuar e muito menos publicar flagrantes de nós os moradores. Clicando, em cima as imagens ampliam.

Mas, como podem ver, fitas especiais são aplicadas e tecnicamente distribuídas nas partes afetadas pelas dores, não entendo muita coisa disso, porém, Fernanda andou me explicando que a ideia geral é a de que, permanecendo ali por quatro ou cinco dias (não saem do lugar durante os banhos), procedem naturalmente a contratura, ou flexibilização, ou alongamento, ou enrijecimento necessários a cada caso.

Por favor leitores, não se deixem levar por ideias ou pensamentos espúrios, como um certo sujeito que conheço bem, ao contemplá-lo no espelho. Apesar dos termos utilizados, na explicação acima, o tratamento não tem nada a haver com os produtos largamente oferecidos na internet e, segundo me consta, consumidos com avidez por quem busca “alongamentos” e “rigidezes”, para si próprio ou para outrem. Rs.Rs.Rs.

O fato é que durante estas duas semanas de uso, tenho me sentido bem melhor com meus desconfortos, muito embora cautelosamente estejamos eu e as meninas, atentos para que não possa estar ocorrendo o efeito placebo, pelo excessivo desejo de que dê certo.

Sempre ao encerrar estes meus textos tenho o hábito de repetir na finalização o título atribuído, só que desta feita – considerando o colorido das bandagens – ao invés de SINTO-ME UM CONDOR, acho melhor colocar um…

SINTO-ME UMA ARARA.

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