SINTO NÃO TER NADA A PERDER…

steve_jobs_headshot_2010-cropSegunda-feira, 24 de fevereiro de 2020. Nesta data, no ano de 1955 nasceu em São Francisco da Califórnia, Steve Jobs. Em outubro de 2011, por ocasião de sua morte aos 56 anos em decorrência de um câncer pancreático – assim como eu – muita gente, mas muita gente mesmo, aqui do hemisfério sul, conheceu este personagem com altíssimo grau de responsabilidade pelo envolvimento da humanidade com a tecnologia na informação.

Pois é, Steve Jobs, assim como seu principal e acirrado competidor, Bill Gates foram os principais responsáveis por este “avanço” saboreado agora por três gerações (netos, filhos e eu). Mas Jobs, famoso pela oratória, pela capacidade de síntese de ideias e pelo carisma em suas apresentações foi também um pensador. Na Internet – o mesmo oceano que utilizou para navegar e por em prática suas idéias e artefatos – podemos encontrar um rosário de frases marcantes de sua autoria. Como por exemplos estes trechos do discurso durante formatura em Stanford, 2005

Lembrar que eu estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que eu encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Por que quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de se envergonhar ou de errar – isto tudo cai diante da face da morte, restando apenas o que realmente é importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira para eu saber evitar em pensar que tenho algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração…”.

“Isto foi o mais perto que cheguei da morte e espero que seja o mais perto que eu chegue nas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso dizer agora com mais certeza do que quando a morte era apenas um conceito intelectual: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para ir para lá. Ainda, “A morte é um destino que todos nós compartilhamos. Ninguém conseguiu escapar dela. E assim é como deve ser porque a morte é talvez a melhor invenção da vida. É o agente que faz a vida mudar. É eliminar o velho para dar espaço para o novo. Neste momento, o novo são vocês, mas algum dia não tão longe, vocês gradualmente serão o velho e darão espaço para o novo. Desculpa eu ser tão dramático, mas é a verdade”.

Eu, o cronista, decorridos meus oitenta e três anos de vida, no momento em que me sinto fazendo vestibular para a “grande passagem”, tenho certeza que só tive a ganhar com as dores, angústias, incertezas e desconfortos sofridos e assistidos.
Em contrapartida, pelas coisas que obtive, cultivei, colhi e acumulei nesta trajetória, posso lhes assegurar que… 

SINTO NÃO TER NADA A PERDER.

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