SINTO-ME RETRÔ..

Ativem o som:
Domingo, 01 de março de 2020. Imaginem vocês jovens leitores o que pode acontecer com um senhor de 83 anos — idade em que o cidadão apenas coleciona lembranças de toda uma vida — sentado à frente de um computador de onde ainda lucidamente, recolhe e deposita toda essa gama de experiências vividas por si próprio e em torno de si… como por exemplo:

RetroEm 01 de março de 1986 (há 34 anos) uma família desembarcava de um ônibus na rodoviária de Curitiba. O veículo, proveniente do Rio de Janeiro, trazia um casal e seus dois filhos, todos, cheios de expectativas para uma nova vida, um recomeço, enfim, uma mudança.
Eu, com meus 50 anos incompletos, a “patrôa” com seus 45, um filho – Paulo – pronto para completar dezoito em junho e o outro de dezesseis, já exercidos em setembro. A observação à parte é que este último, o Pedro, na verdade regressava à sua cidade natal onde havia nascido no ano de 1969, quando andei por aqui trabalhando para o extinto Banco Nacional da Habitação concomitantemente (eta palavrinha sem vergonha!) com minha iniciação nos mistérios da computação. Os que são meus leitores desde o início devem se lembrar disso.

Decididamente, minhas convicções não me permitem crer que a escolha foi minha, ou  obra de acaso. Forças poderosíssimas nos trouxeram para este desafio e de encontro às novas experiências que se nos aguardavam. Encaramos, peitamos, rimos, choramos e… a meu ver, vencemos. Na verdade, cada um de nós quatro carrega a pretensão de que a forma e o quantitativo do que conseguimos realizar e, o fornecer de exemplos ás pessoas em torno, durante estes trinta e quatro anos, revestiram-se de um caráter positivo (modéstia à parte).

Quanto á tecnologia da informática, que eu trouxe ao desembarcar, criando e mantendo programas edificadores de bases de dados, a partir da gestão administrativa, contábil e financeira de pequenas e médias empresas, evoluiu espantosamente nos ofertando incríveis recursos de apropriação e uso de incontáveis veículos de comunicação, imagem, som… “coisa de louco”. Então, na corrida de revezamento da vida, passei o bastão para meus filhos e desviei-me para a margem da pista. Afinal, outros competidores que vinham atrás, bem mais trôpegos, precisavam de espaço para sua evolução.

O Pedro, meu filho, o mesmo que incentivou a criação deste blog há cerca de dez anos atrás, em incontrolável recaída voltou a atacar em 2011. Vendo-me estacionado ao lado da pista, sem ânimo para qualquer outra publicação, enviou um e-mail para mim e parentada, contendo os links que nos conduzia à informação de que dois novos livros se encontram disponíveis para encomenda pela Internet: Um, “ photo book 2010”, álbum de sua própria família e… as “crônicas de um idoso”, imagem parcial deste blog, mutilado por uma interrupção em fevereiro de 2010.

O “menino” publicou no preâmbulo do livro, colocações como estas:

Esta obra serve para inspirar pessoas de todas as idades e, particularmente, os idosos que entendem o discurso que “a vida não acabou” mas não acredita que o mesmo serve para si.
Outro paradoxo é a utilização de um meio extremamente tecnológico e “jovem” sendo consumida com inteligência por quem preza e conhece a facilidade e o poder da escrita.
Compartilhe, comente, critique ou elogie, porque o propósito deste homem será sempre provocar a reflexão e, conseqüentemente, o pensar.

“Orra o meu!”, como diria o paulistano, isso é ser prestigiado em dose paquidérmica (dose de elefante) pelo fruto de minha árvore, curitiboca (curitibano carioca), que faz, acredito, qualquer “coroa” rolar de inveja. Era uma intimação para que o pai prosseguisse a bancar o comunicador e cronista do quotidiano de “pessoas que ousaram viver tanto” abrigados numa instituição modelo aqui em Curitiba.

Agora, quedo-me tranquilo e satisfeito, desfrutando das atenções e cuidados da gente linda (anjos celestiais, com certeza) que me cercam neste Lar onde, agora…

SINTO-ME RETRÔ.

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