SINTO-ME VENTUROSO…

Terça-feira, 17 de março de 2020. Sinto que minhas crônicas são lidas e seguidas por um razoável número de pessoas… Isso me deixa feliz então, de repente, tenho a Ventura de ler eu mesmo uma rica… riquíssima… postagem feita no Facebook, por um outro velhote que se fez de palhaço há algum tempo e trouxe, com outros colegas, aqui para dentro do nosso Lar, sua arte, sua companhia e sua amizade.

Não resisti, e sem nenhuma vergonha ou pudor, decidi copiar a mensagem do meu amigo e seguidor, Roberto Brunow Ventura… meu palhaço favorito. Leiam comigo:

O velho palhaço

Pra que tanta pressa, meu rapaz?
Aonde é que você quer chegar, correndo desse jeito, pra quê?
Cuidado!
A pressa pode ser tanta, que você pode acabar nem chegando!
Tão preocupado com o tempo que nem vê o próprio tempo passando, e pior:- não vê o que acontece aqui e agora, e muito menos a paisagem lá fora.
Vejo muita gente correndo, andando com muita pressa, ali na praça Rui Barbosa, seis e meia da tarde.
No meu carro, trânsito parado, aproveito para me concentrar e “incorporar” o meu personagem, antes do ensaio no Espaço Excêntrico, a Escola do grande Professor e amigo Mauro Zanatta…
Um personagem cômico representando a Morte, o “Payaso Inmortal”, e que eu vinha preparando com muita dedicação naqueles dias.
Aliás, ele ficou muito engraçado, e o público adorou a peça!
Então, voltando à história.
Foi nesse dia que eu “entendi” porque os idosos andam devagar.
Explico:-
Observando as pessoas que passavam (coisa que gosto muito de fazer), reparei como elas andavam apressadas, muitas só de olho no celular; de vez em quando um esbarrão, e até mesmo um tropeção.
E pensei:-
Para onde elas estariam indo tão apressadas? Para a morte, quem sabe?
Bem, a gente sabe que esse vício do celular e das redes sociais volta e meia cobra um preço alto dos apressados e desatentos.
Acidentes de trânsito, na cidade e nas estradas. Atropelamentos no centro. O rapaz distraído, a mocinha preocupada com os “likes”, vem o “busão”e pronto!
“Game over!”
Acabou-se o tempo de uma vida, talvez antes do tempo.
Foi então que eu vi um casal de velhinhos bonitinhos, de mãozinhas dadas e tudo. Andando devagar como andam os idosos, olhando para as pessoas, as plantas e as flores do jardim. Passeando pela praça, como se estivessem sem pressa nenhuma de chegar a lugar nenhum…
E eu, que começo a vivenciar meu processo de envelhecer, compreendi!
É pra demorar mais pra chegar, é por isso que véio anda devagar…
Na verdade, a gente só se dá conta que a Vida vale a pena, quando percebe que ela é curta, muito curta demais!
E no que me diz respeito, na parte que me cabe, eu aprendi a deixar a Vida me levar, devagarzinho, aproveitando cada momento e cada oportunidade de ser feliz, antes que ela se acabe…
Amar e brincar, os dois mandamentos do Palhaço. Meu lema e ocupação atual.
Simples assim!

(“E hoje, fazendo este palhaço QUE SOU, eu encontrei essa coisa em mim, a minha melhor parte!
Brincar, provocar, burlar; fazer o público rir, RIR!
Isso era tudo o que eu queria pra minha vida!”)

Roberto, lendo a ti, e por tua amizade, Ventura

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SINTO-ME PRETENSIOSO…

Sexta-feira, 12 de março de 2020. Consultando a página de estatísticas da WordPress, provedor deste blog, reparei que nos últimos acessos, vários têm sido proveniente dos Estados Unidos e – especificamente uma das minhas postagens de 2013 – tem recebido sucessivos acessos.

Como aquela crônica se refere a “enovelamentos diversos” pus-me pretensiosamente a acreditar que minha adorável neta, CÍNTHIA MONÇORES — que vive na “América” e se prepara para o trabalho e funções de roteirista cinematográfica — é a autora dos tais acessos.

Sei não mas, de qualquer forma, decidi reler a tal postagem e convido vocês meus leitores a clicar e reler comigo O FIO DA MEADA, enquanto confesso humildemente que…

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SINTO PRAZER EM REVISAR…

Terça-feira, 10 de março de 2020. Em torno de nós e de mim pululam as crises. Crises mundiais como novas ameaças de epidemias motivadas por misteriosos vírus e sacolejões enormes na economia dos países e continentes.

Crises  avassaladoras como as das mulheres buscando poder viver condignamente enquanto enfrentam o desvairado assédio pessoal, social e moral dos homens que trouxeram ou se preparam para trazer à vida, mas que, resistentemente, não lhes conferem respeito.

pérolasAí eu escrevo, muitas sandices mas, por vezes, algumas pérolas — falando de sentimentos e experiências, vivenciadas aqui no LAR DE IDOSOS RECANTO DO TARUMÃ — uma delas, produzida há pouco mais de um ano que pretendo reler agora… com vocês se decidirem clicar no título CASA NO CAMPO.

Aí, entenderão por que…

SINTO PRAZER EM REVISAR.

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SINTO BRILHAR A ESMERALDA…

esmeraldaDomingo, 08 de março de 2020. DIA INTERNACIONAL DA MULHER. Mulher, o único caminho que o senhor DEUS nos ofereceu  para chegar até aqui, neste vale de lágrimas. Recordo-me que ano passado notei o brilho de uma pedra preciosa no meu caminhar por este “vale”… Uma Esmeralda, que descrevi e releio. Venham comigo agora clicando bem em cima de onde…

SINTO BRILHAR A ESMERALDA.

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SINTO VALOR NA VIDA…

Terça-feira, 03 de março de 2020. Vou reler agora, como descrevi há exatos sete anos, minha ventura de sentir o valor da vida. O texto é longo e extenso mas gosto ainda de querer e poder lê-lo… vagarosamente, nem que para isso tenha que ouvir ao fundo, a Serenata Para Cordas de Thaikovsky. 250px-Cvv-logoTopam, encarar?… Lá vamos nós, embarquemos na melodia e depois cliquemos no título da narrativa VALORIZAÇÃO DA VIDA, que me leva ainda a estar certo em crer que…

SINTO VALOR NA VIDA.

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SINTO-ME RETRÔ..

Ativem o som:
Domingo, 01 de março de 2020. Imaginem vocês jovens leitores o que pode acontecer com um senhor de 83 anos — idade em que o cidadão apenas coleciona lembranças de toda uma vida — sentado à frente de um computador de onde ainda lucidamente, recolhe e deposita toda essa gama de experiências vividas por si próprio e em torno de si… como por exemplo:

RetroEm 01 de março de 1986 (há 34 anos) uma família desembarcava de um ônibus na rodoviária de Curitiba. O veículo, proveniente do Rio de Janeiro, trazia um casal e seus dois filhos, todos, cheios de expectativas para uma nova vida, um recomeço, enfim, uma mudança.
Eu, com meus 50 anos incompletos, a “patrôa” com seus 45, um filho – Paulo – pronto para completar dezoito em junho e o outro de dezesseis, já exercidos em setembro. A observação à parte é que este último, o Pedro, na verdade regressava à sua cidade natal onde havia nascido no ano de 1969, quando andei por aqui trabalhando para o extinto Banco Nacional da Habitação concomitantemente (eta palavrinha sem vergonha!) com minha iniciação nos mistérios da computação. Os que são meus leitores desde o início devem se lembrar disso.

Decididamente, minhas convicções não me permitem crer que a escolha foi minha, ou  obra de acaso. Forças poderosíssimas nos trouxeram para este desafio e de encontro às novas experiências que se nos aguardavam. Encaramos, peitamos, rimos, choramos e… a meu ver, vencemos. Na verdade, cada um de nós quatro carrega a pretensão de que a forma e o quantitativo do que conseguimos realizar e, o fornecer de exemplos ás pessoas em torno, durante estes trinta e quatro anos, revestiram-se de um caráter positivo (modéstia à parte).

Quanto á tecnologia da informática, que eu trouxe ao desembarcar, criando e mantendo programas edificadores de bases de dados, a partir da gestão administrativa, contábil e financeira de pequenas e médias empresas, evoluiu espantosamente nos ofertando incríveis recursos de apropriação e uso de incontáveis veículos de comunicação, imagem, som… “coisa de louco”. Então, na corrida de revezamento da vida, passei o bastão para meus filhos e desviei-me para a margem da pista. Afinal, outros competidores que vinham atrás, bem mais trôpegos, precisavam de espaço para sua evolução.

O Pedro, meu filho, o mesmo que incentivou a criação deste blog há cerca de dez anos atrás, em incontrolável recaída voltou a atacar em 2011. Vendo-me estacionado ao lado da pista, sem ânimo para qualquer outra publicação, enviou um e-mail para mim e parentada, contendo os links que nos conduzia à informação de que dois novos livros se encontram disponíveis para encomenda pela Internet: Um, “ photo book 2010”, álbum de sua própria família e… as “crônicas de um idoso”, imagem parcial deste blog, mutilado por uma interrupção em fevereiro de 2010.

O “menino” publicou no preâmbulo do livro, colocações como estas:

Esta obra serve para inspirar pessoas de todas as idades e, particularmente, os idosos que entendem o discurso que “a vida não acabou” mas não acredita que o mesmo serve para si.
Outro paradoxo é a utilização de um meio extremamente tecnológico e “jovem” sendo consumida com inteligência por quem preza e conhece a facilidade e o poder da escrita.
Compartilhe, comente, critique ou elogie, porque o propósito deste homem será sempre provocar a reflexão e, conseqüentemente, o pensar.

“Orra o meu!”, como diria o paulistano, isso é ser prestigiado em dose paquidérmica (dose de elefante) pelo fruto de minha árvore, curitiboca (curitibano carioca), que faz, acredito, qualquer “coroa” rolar de inveja. Era uma intimação para que o pai prosseguisse a bancar o comunicador e cronista do quotidiano de “pessoas que ousaram viver tanto” abrigados numa instituição modelo aqui em Curitiba.

Agora, quedo-me tranquilo e satisfeito, desfrutando das atenções e cuidados da gente linda (anjos celestiais, com certeza) que me cercam neste Lar onde, agora…

SINTO-ME RETRÔ.

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SINTO NÃO TER NADA A PERDER…

steve_jobs_headshot_2010-cropSegunda-feira, 24 de fevereiro de 2020. Nesta data, no ano de 1955 nasceu em São Francisco da Califórnia, Steve Jobs. Em outubro de 2011, por ocasião de sua morte aos 56 anos em decorrência de um câncer pancreático – assim como eu – muita gente, mas muita gente mesmo, aqui do hemisfério sul, conheceu este personagem com altíssimo grau de responsabilidade pelo envolvimento da humanidade com a tecnologia na informação.

Pois é, Steve Jobs, assim como seu principal e acirrado competidor, Bill Gates foram os principais responsáveis por este “avanço” saboreado agora por três gerações (netos, filhos e eu). Mas Jobs, famoso pela oratória, pela capacidade de síntese de ideias e pelo carisma em suas apresentações foi também um pensador. Na Internet – o mesmo oceano que utilizou para navegar e por em prática suas idéias e artefatos – podemos encontrar um rosário de frases marcantes de sua autoria. Como por exemplos estes trechos do discurso durante formatura em Stanford, 2005

Lembrar que eu estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que eu encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Por que quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de se envergonhar ou de errar – isto tudo cai diante da face da morte, restando apenas o que realmente é importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira para eu saber evitar em pensar que tenho algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração…”.

“Isto foi o mais perto que cheguei da morte e espero que seja o mais perto que eu chegue nas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso dizer agora com mais certeza do que quando a morte era apenas um conceito intelectual: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para ir para lá. Ainda, “A morte é um destino que todos nós compartilhamos. Ninguém conseguiu escapar dela. E assim é como deve ser porque a morte é talvez a melhor invenção da vida. É o agente que faz a vida mudar. É eliminar o velho para dar espaço para o novo. Neste momento, o novo são vocês, mas algum dia não tão longe, vocês gradualmente serão o velho e darão espaço para o novo. Desculpa eu ser tão dramático, mas é a verdade”.

Eu, o cronista, decorridos meus oitenta e três anos de vida, no momento em que me sinto fazendo vestibular para a “grande passagem”, tenho certeza que só tive a ganhar com as dores, angústias, incertezas e desconfortos sofridos e assistidos.
Em contrapartida, pelas coisas que obtive, cultivei, colhi e acumulei nesta trajetória, posso lhes assegurar que… 

SINTO NÃO TER NADA A PERDER.

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